Minha jornada de 9 meses

O que você está prestes a ler não se assemelha em nada com um conto de fadas. Fazia 2 meses que eu tinha conhecido um cara e já que não estávamos fazendo absolutamente nada de melhor das nossas vidas, resolvemos namorar.

Numa quinta-feira ele me perguntou se eu não achava estranho não ter menstruado no último mês… (estranho é, né, bein?!) daí eu toda calma disse: “você tá bilula mas vamos passar na farmácia”. Nunca entrei numa farmácia com tanto medo…. Comprei o teste, voltamos pra clínica e fui pro banheiro… é verdade, os 5 minutos mais parecem uma eternidade.

Saí do banheiro. Ele já estava amarelo, roxo, pardo, azul, verde, branco e quando respirei fundo, esbocei um leve sorriso amarelo, ele trocou de cor, ficou bege em 32 tons diferentes.  “É. Tô grávida.” Neste minuto T-U-D-O  mudou. Parei de fumar. Voltei a comer direito.  Fiquei feliz. Fiquei triste. Fiquei boba. Fiquei apaixonada. Blá-blá-blá!

Daí um monstro surgiu. Eu usava 36 de calça (sem stretch – baby) e de repente, aos 6 meses passei a usar 44! OMG! Tristeza me invadia cada vez que saia do banho e tinha que vestir algum coisa mas parar de comer besteira não, né, Dona Gabriela…? Meu digníssimo me ajudava com o incentivo de cada dia ir comprar um tipo de comida diferente (e eu estou falando de comida e não junk food) minha sogra fazia absolutamente tudo que eu tinha vontade de comer (o digníssimo ligava pra dedurar) – Gente, foram 30 quilinhos que distribuídos do 6º ao 9º mês. =/

Independente da minha jornada de 9 intermináveis meses para virar um bonequinho da Michelin, cada ida ao ginecologista (que é obstetra, cuida da  minha família toda e NÃO fez meu parto – próximo capítulo) era uma alegria-tristeza-ansiedade só; eu sempre conseguia ver e detalhar o rosto e corpinho da minha “minhoquinha”, eu tinha tanta clareza e via com tanta riqueza de detalhes que quando ela nasceu, só me faltava ver a cor dos cabelos e olhos (a-louca).

Ah! Eu sou uma sagitariana que sempre precisa e quer tudo pra ontem – sabia que seria menina desde o 1º colegial e a confirmação eu tive logo uma semana depois que saí do banheiro naquela quinta-feira. Fiz a sexagem fetal. Todo mundo achou que eu tinha e podia esperar pra ver no US – minha filha só abriu as perninhas no 7º mês, tá bom?

Não tive nenhuma doença gestacional, minha gravidez só foi longa e cheia de gente fazendo minhas vontades. Paciente carregando minha maca (vai vendo), restrições quanto a não faça isso ou aquilo, tive porque eu quis.  Trabalhei até as 19h do dia 19 de abril (a Rafa nasceu dia 20). Dirigi até o dia anterior do parto. No dia do parto fiz 8 tours pelo hospital – porque eu queria que ela nascesse de parto normal mas não deu certo.

Hoje, 1 ano e 4 meses depois, estou no 38 de calça me considero a mulher mais feliz e sortuda do mundo.

Ainda acho que bebês podiam vir via cegonha porque o parto…. ah o parto…. d-e-t-e-s-t-á-v-e-l!

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