Síndrome de Down e os índices de aborto

Imagem      Foto: Google imagens

 

Hoje escrevo sobre um assunto novo para mim, polêmico e que me chocou:  O alto índice de aborto de bebês diagnosticados ainda no ventre como portadores da síndrome de down.

Numa rápida busca pelo assunto no Dr. Google, encontrei estatísticas assustadoras: 90% das mulheres inglesas e também das francesas abortam seus bebês diagnosticados com trissomia do cromossoma 21.

Aqui no Brasil a realidade não é muito diferente.

A notícia de que a medicina está avançando de modo a atenuar sintomas típicos da síndrome me deixou feliz e o assunto surgiu em roda de amigos.  Então fiquei sabendo de uma mãe cujo filho de 1 ano, portador dessa síndrome, teve que enfrentar uma cirurgia de coração.  Sensibilizei-me por saber de toda a tensão e apreensão que os pais enfrentaram por conta da cirurgia do filho mas chocou-me saber que esse casal ouviu do próprio obstetra que a mulher deveria interromper a gestação diante do diagnóstico. Fiquei pasma!

Em resumo, parece que é comum os próprios médicos orientarem a interromper a gestação pois muitos recusam-se a fazer o parto por medo de o bebê ir a óbito logo após o nascimento e os pais decidirem entrar com pedido de indenização.

Como falei no início do post, o tema é novo para mim e por isso pedi ajuda ao google para saber mais sobre ele.  Entre estatísticas e tantas outras informações, cheguei a uma blogueira americana chamada Cassy Fiano, mãe de três crianças, uma delas com síndrome de down e que tornou-se ativista contra o que ela chama de “holocausto de bebês com síndrome de down.”

Aqui o texto original em inglês e aqui a tradução em português.

Esse vídeo que a Cassy compartilha em seu post faz chorar e também rir, eu gostei especialmente da mãe que segura um cartaz dizendo: “Normal é um ciclo da máquina de lavar.”

Fiquei bastante sensibilizada também de saber que há filas para adoção de crianças com trissomia do cromossoma 21 e o vídeo acima mostra inclusive pessoas que optaram por adotar portadores da síndrome.

Os portadores da síndrome de down podem ser felizes, fazer a vida de quem convive com eles feliz e ainda mais rica, justamente por conviverem com a diversidade.

Cada vez mais, com ajuda da medicina combinada com muito amor, paciência e dedicação dos que os rodeiam, aqueles que carregam um cromossomo a mais levam uma vida “normal”: estudam, trabalham, casam-se, fazem amigos, enfim, vivem!

Usando palavras da Cassy, todos têm o direito à vida, não importa quantos cromossomos tenham.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s