Tirem as crianças da sala pois vamos falar de sexo (Parte I)

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Nesse momento falo de sexo durante a gestação e no pós parto apenas, pois o assunto é extenso.

 Deixando de lado os clichês como: sexo é vida, sexo é saúde (e que não deixam de ser verdade), sexo é também hormônios, momento, tempo, energia.

 E por falar em clichês, tem aquele que todo mundo acha lindo, o de que devemos ser a amiga, a amante, a companheira de tudo e em todos os momentos dos nossos respectivos. Que canseira hein?!

 Eu particularmente discordo pois acho bastante saudável que nem todos os interesses do casal coincidam, que não precisamos concordar sempre sobre todos os assuntos. Afinal, antes de casal, somos indivíduos.

 Mas bom, voltando ao assunto: sexo na gestação. (Sim, me desculpem, tergiverso muito mesmo)

Decidi escrever sobre esse assunto pois é bastante comum que, devido a todas as mudanças que ocorrem no corpo da mulher durante a gestação, ocorra também mudanças de humor e de comportamento. Entre eles, o apetite sexual. Essas mudanças podem ser fonte de preocupação e insegurança, pois somos ensinadas que “quem não dá assistência abre espaço para a concorrência”, não é mesmo?

Algumas mulheres ficam mais “fogosas” do que nunca, mas também é bastante comum mulheres que perdem quase que totalmente a libido durante esse período.

Por vezes sentem-se repelidas pelo próprio parceiro pois seu cheiro causa até mesmo náuseas. Somos animais, afinal, e os cinco sentidos ficam bastante aguçados durante o período gestacional.

Lembro de ter lido que isso se dá, inclusive, por uma questão de sobrevivência e proteção da “cria”.

Se durante a gestação já ocorrem mudanças também na rotina do casal, imagine depois que o bebê nasce.

Além do período pós parto, em especial de quem submete-se a uma cesariana, o casal passa pelo período de adaptação do bebê em casa e adaptação de todos a uma nova rotina e dinâmica.

São noites mal dormidas, cansaço que parece doer, preocupações com o bem estar do novo pequeno membro do lar. Não é fácil e cansa sim.

 Some a isso uma nova mudança hormonal, dessa vez por conta da amamentação e readaptação do corpo da mulher…

 É meninas, ninguém disse que seria fácil. Hoje entendo porque tantos casais separam-se com filhos ainda pequeninhos. Vejo esse como o período mais difícil e cansativo; o período que mais requer esforço e renovação de compromisso.

 Romantismo e idealizações a parte, é “normal” que haja períodos nos quais ser “menos amante” e ser simplesmente a esposa que divide preocupações, alegrias, conquistas, frustrações, projetos, cansaço… deve ser bastante e suficiente.  E sem culpa.

 

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