Educar é diferente de impôr comportamentos

Por vezes é difícil diferenciar educação de imposição.

É difícil também explicar o que quero dizer com isso mas vou tentar.

Para isso, vou usar um exemplo que já quebra, de cara, uma regra que todo mundo prega mas ninguém segue:  evitar comparações entre os filhos.

Pois bem, meu filho mais velho é bastante carinhoso e desde bebezinho distribui abraços e beijos a quem chega sorrindo perto dele. Agora aos sete anos está se tornando mais reservado mas a essência afetuosa segue com ele.

Já meu filho caçula não é dado a grude e receber um beijo ou abraço dele pode ser considerado um verdadeiro troféu.

Exposta essa diferença, conto a vocês: já pedi desculpa pelo meu filho caçula não gostar de sair distribuindo beijos.

Pois eu mesma pergunto:  por que?  Se fosse natural dele, se ele se sentisse a vontade com isso, ótimo. Mas não é o caso, então por que eu deveria forçá-lo a sair beijando e abraçando todo mundo?

Talvez por medo de como vão julgar a mim (egoísmo mode on), pois podem dizer que é sinal de falta de educação, quando isso na verdade não tem absolutamente nada a ver com educação.

Não sou a primeira a falar disso, enquanto escrevia esse post lembrei que já havia lido o post de uma gringa falando de algo nesse sentido mas o google não o encontrou para eu disponibilizar o link aqui.

De todo modo, isso me leva a outro aspecto que já comentei antes e quem convive comigo sabe que falo sempre:  por mais que a educação, os pais, a escola, a orientação enfim sejam os mesmos, nossos filhos não são iguais.  São indivíduos com personalidade, interpretação e modo de ver e viver que podem ser bastante diferentes entre eles e diferente também dos pais.

A educação que eu e meu marido damos para nossos filhos não reflete-se no fato de eles gostarem ou não de beijar e abraçar sejam estranhos, sejam conhecidos.

Eu mesma digo que não se pode cobrar ou impôr afeto, sentimento, afinidade. Deve estar naturalmente presente, não se pode forçar. Pois obrigar meu filho de 2 anos a abraçar alguém vai contra exatemente isso.

Portanto, decidi não mais me justificar ou me desculpar quando alguém, seja quem for, pedir um beijo ou abraço dos meus filhos e eles se recusarem.

Afinal, afeto/afinidade não se cobra nem se impõe.

Foto:  Google imagens

comportamento

 

 

 

 

 

Anúncios

Um comentário sobre “Educar é diferente de impôr comportamentos

  1. Nenhum tipo de educaçao anula a personalidade de cada um. E isto faz a diferença tbém na forma como se demonstra os sentimentos. Por isso digo, e sempre disse, o amor nao se mede so pelo numero de vezes que se diz ” eu te amo” mas pelas varias formas que se demonstra este amor. Uns podem dizer e demonstrar verdadeiramente o que dizem com facilidade e naturalidade, outros tem dificuldade em dizer , apenas demonstram. Alguns sao timidos e reservados, outros, extrovertidos e deliciosamente exagerados. O que importa é deixar cada um expressar seus sentimentos de forma expontanea.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s