Os desafios dos 2 aninhos

calvin two years old

 

Eu quero ser mais paciente com meus filhos e isso é um exercício diário, é constante.

Outro dia escrevi sobre como tenho me policiado para deixar de fazer certos comentários, pois vi o mais velho repetindo exatamente as mesmas coisas para o irmão e, por exemplo, dando broncas e dizendo que ele é “difícil”.

É verdade que meu caçula tem sido um desafio maior, pois, com apenas 2 anos e meio, já responde, revida, não aceita ordens, quer tudo do jeito dele, na hora dele.

Também é verdade que ele chegou em nossas vidas já tendo que dividir tudo, desde o quarto até atenção.

Também é verdade que fiquei em casa com ele apenas durante seu primeiro ano, diferente da realidade do irmão mais velho, que teve a mãe em casa por 5 anos.

Tenho ponderado isso tudo e penso que, além de sua própria personalidade, há tantos outros fatores que podem contribuir para que ele seja “mais difícil” que o irmão foi quando tinha a mesma idade.

É verdade também, como sempre ouvimos, que cada caso é um caso, mas outro dia me deparei com esse texto, escrito pela terapeuta Luciana Ferraz Bocayuva e ela comenta das dificuldades dos…. 2 anos de idade.  Exatamente a idade atual do meu caçula.  Experimentem colocar “terrible two´s” no google e vejam que imagens interessantes aparecem 😉

Luciana também ressalta que não há fórmulas prontas nem milagrosas pois, repetindo, cada caso é um caso.

Observando como meu filho mais velho lida com o irmão, notei que praticamente tudo que não gostei de vê-lo fazer tratava-se de repetição de atitudes minhas com o pequeno.  Voltamos então à máxima:  criança repete tudo.

Há poucos dias passei a mudar minhas reações diante das manhas e birras do caçula e em pouco tempo já noto diferença, tanto nele quanto no mais velho.  Aliás, passei a imitar algumas coisas que vi o mais velho fazer e gostei.  Em seu texto, Luciana Bocayuva comenta como idealizamos nossos filhos e lembrei que, mais do que idealizar meus filhos, um dia idealizei o tipo de mãe eu seria.  Então percebi que, para me auxiliar nessa mudança de atitude, eu deveria resgatar na memória como idealizava a mim mesma como mãe.

Não é fácil, eu diria até que é forçado, mas em situações em que eu dava bronca ou até gritava (e imediatamente me arrependia, sentia-me mal) com o pequeno, tenho procurado reagir com mais carinho e com brincadeiras.

Eles adoram quando brinco e assim, com mais leveza, tenho conseguido realizar tarefas do cotidiano de forma mais tranquila.

Para muitos isso pode parecer óbvio mas para mim tem sido um exercício e o resultado até agora é positivo para todos os envolvidos.

A Luciana fala também de outro ponto óbvio: aos 2 anos meu caçula não é mais um bebê mas ainda não é uma criança.  O mínimo que devo ter então, é paciência.  Até porque, passa tão rápido…

E sigo exercitando essas mudanças de atitude e comportamento pois, como já ouvi: a gente vem com um chip de fábrica mas não é obrigado a ficar com ele para sempre.

 

 

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